Achei esse artigo legal e vou dividir com vocês, terei que esperar o resultado do exame pra ver se ainda terei que operar...ai ansiedade!!
CÁLCULOS BILIARES
Sinônimos:
Cálculo da vesícula biliar, pedra na vesícula, colecistite, inflamação da vesícula biliar
O que é?
Cálculos biliares ou cálculos das vias
biliares, tecnicamente são chamados de litíase biliar. Litíase vem do
grego "lithos"- pedra. De fato, cálculos são pedras mais ou menos duras.
Conceito de Vias Biliares
O fígado tem múltiplas funções e uma delas é
produzir bile que será eliminada através do intestino, dando coloração
às fezes. O órgão se constitui de duas porções, chamadas lobos, que por
sua vez se subdividem em vários segmentos.
A via biliar é um conjunto de canais que se forma dentro do fígado e que
confluem de modo completamente similar a um rio. Começam com
canalículos, dentro dos diversos segmentos, que vão confluindo até
formar dois canais maiores que drenam o lobo hepático direito e o lobo
hepático esquerdo.
Já ao saírem do fígado, esses dois canais se
unem para formar um canal hepático comum que, depois de receber o canal
da vesícula biliar, continua com o nome de colédoco.
Este nada mais é do que a última porção da via
biliar que desembocará no duodeno, sendo este a primeira porção do
intestino delgado.
Nessa junção do colédoco com o duodeno, há um músculo circular,
denominado esfíncter de Oddi, que regula a passagem de bile para o
intestino. O colédoco reforçado por esse esfíncter, ao entrar no
duodeno, forma uma saliência visível designada papila duodenal.
A vesícula biliar é uma bolsa, localizada sob o fígado, fora deste,
comparável a um lago, que se comunica com a via biliar comum por um
canal próprio, o ducto cístico. Na vesícula biliar a bile se concentra
no intervalo das refeições e é liberada, logo após as mesmas, para o
duodeno, principalmente quando há ingestão de gorduras.
Onde ocorrem cálculos biliares?
Cálculos biliares podem existir em qualquer
porção da via biliar, mas aparecem comumente na vesícula biliar e com
menor frequência no colédoco.
Como se formam os cálculos biliares?
A bile tem três componentes básicos:
bilirrubina, sais biliares e colesterol.
A bilirrubina é um pigmento derivado da destruição dos glóbulos
vermelhos do sangue, efetuada no baço. Através da circulação, é levada
para o fígado que a elimina pelos canais biliares; ela dá a cor à bile. A
bile quando liberada ao intestino delgado fornece a cor amarronzada das
fezes. A presença de fezes brancas (sem cor) conduz a pensarmos em
distúrbios das vias biliares (fígado, vesícula biliar e pâncreas).
O fígado produz os sais biliares que são importantes no processo de
digestão dos alimentos, especialmente das gorduras.
O colesterol é eliminado pelo fígado, através
da bile. Há um equilíbrio físico-químico entre essas três substâncias
que mantêm a bile em estado líquido. Rupturas nesse equilíbrio provocam
precipitação de seus componentes, dando origem aos cálculos. Os
componentes dos cálculos, entre outros, são sais de cálcio e colesterol.
Conforme a predominância, serão cálculos colesterólicos, cálcicos ou
mistos.
Consequências da litíase biliar?
Os cálculos biliares podem permanecer
silenciosos durante anos ou se manifestarem a qualquer momento. Quando
um cálculo da vesícula biliar obstrui o ducto cístico, seu canal de
drenagem para o colédoco, provoca contração da parede muscular da
vesícula que se traduz por dor em cólica na parte superior do abdome a
direita - denominada cólica biliar. Quando o cálculo se encrava no ducto
cístico, impedindo a passagem de bile, esta é retida e desencadeia um
processo inflamatório agudo - denominada colecistite aguda.
Habitualmente, nessa bile retida, crescem bactérias e a vesícula
obstruída se comporta como um abscesso e pode ser o desencadeamento de
doença potencialmente grave.
A colecistite aguda pode regredir ou não.
Quando for persistente, vai se comportar como um abscesso local. Pode
romper, ficando bloqueada sob o fígado ou romper para dentro do abdome
provocando peritonite aguda. Quando um cálculo localizado no colédoco
obstrui esse canal, a bile não passa para o intestino e reflui através
das células hepáticas para a corrente circulatória. A bilirrubina
refluída para o sangue provoca uma cor amarelada típica da pele -
denominada icterícia. Essa bile retida pode infectar, podendo provocar
doença sistêmica toxêmica grave designada colangite aguda.
Cálculos biliares e câncer
O câncer da vesícula biliar não é frequente e o
câncer em canais biliares é ainda mais raro. Seu índice de cura é
baixo, mas depende do momento do diagnóstico. O curso dessa doença é
silencioso e, quando há sintomas manifestos, geralmente, encontra-se em
um momento tardio de tratamento. Câncer da vesícula biliar está
relacionado com a presença de cálculos em seu interior, habitualmente
presentes há muito tempo, bem como com a presença de pólipos ou
alterações anatômicas visualizadas através de exames de imagem
(ecografia e tomografia computadorizada).
Tratamento da litíase biliar
A litíase biliar sintomática deve ser tratada.
Seu tratamento habitual é cirúrgico. A litíase de colédoco pode ser
tratada por endoscopia: o endoscopista faz uma endoscopia, localiza a
papila duodenal, corta o esfíncter de Oddi e, por essa abertura, retira
os cálculos.
Houve mudança importante na abordagem cirúrgica da via biliar com o
desenvolvimento da cirurgia laparoscópica. A ressecção laparoscópica da
vesícula biliar é totalmente similar à extração do órgão por cirurgia
tradicional, aberta; entretanto, as incisões utilizadas são menores.
Com essa nova abordagem cirúrgica
(videolaparoscopia) há menos dor pós-operatória, recuperação mais rápida
para as atividades normais, menor tempo de internação hospitalar, além
de se evitar as complicações inerentes às extensas incisões cirúrgicas
no abdome. Pode-se dizer que a abordagem laparoscópica modificou o
tratamento da litíase biliar nos últimos anos.
Perguntas que você pode fazer ao seu médico
Onde fica a vesícula biliar e sua função no corpo?
O que são cálculos biliares e como são formados?
Como será realizado o meu tratamento?
Qual o risco de desenvolver câncer associado a cálculos biliares?
atualização realizada pelo Dr. Gustavo Laporte

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